Quando criança a verdade criacionista imperava absoluta, mas já nos primeiros anos escolares outra teoria começa a ganhar espaço - o evolucionismo.
E, em muitos casos, negamos uma em detrimento de outra e/ou vice-versa.
Pra mim, tinha essa dualidade teórica bem resolvida. Até hoje!
Estava conversando com Othon - no auge de seus cinco anos - e todos os porquês inclusos em sua cachola, quando ele lança uma pergunta bombástica:
"Quem é Deus?"
Titubeei, pega se surpresa pela pergunta.
Expliquei!
E, consequentemente, recebi mais uma rajada de perguntas. Minhas respostas foram tornando-se monossilábicas. E a cada nova pergunta, sentia minhas mãos gelarem.
Não queria mentir, tampouco omitir qualquer informação. Queria ser clara, coerente e confiável.
Dentre as perguntas que recebi apareceram algumas assim:
"Mãe! Deus vive na via láctea?"
Aham
"Então ele é invisível?"
Aham
"Se ele é invisível, então ele também não morre. ele é imortal!"
Aham
"Então se ele é invisível e imortal ele é um super herói?"
Bem... Ahm
"E ele ouve e sabe tudo o que a gente fala?"
Aham
"Até os pensamentos?"
Aham
"Ele sabe tudinho? Até nossos segredos?"
Aham
"ENTÃO PORQUE É SEGREDO?!"
Estava cada vez mais enrolada, então resolvi utilizar de "psicologia". E falei:
"Vamos falar de outra coisa".
Fiquei perdida tentando ser coerente, mas lá pelas tantas acho que confundi mais do que ensinei.
Então decidi ir aos poucos tentando consertar minha falha.
Então como explicar duas teorias tão controversas para uma criança de cinco anos?
Como não ser proselitista???
Comentários
Postar um comentário