Assim, a relação entre educação e neurociência oferece um alicerce às práticas pedagógicas, propiciando investigações e proposições de estratégias de ensino-aprendizagem que sejam eficientes, calcado no modelo como o cérebro humano aprende. Desta forma, a aprendizagem é sustentada pelo desenvolvimento de competências, habilidades e conhecimentos, comportamentos e valores adquiridos ou que podem ser modificados como resultado de estudo, experiência, formação, raciocínio e observação.
Fonte: Curso de Neuroeducação (AVAMEC).
Consideramos, portanto, que o processo educacional engloba o mesmo processo que ocorre com nosso cérebro, especificamente, com nossos neurônios que dão a base para que ocorra o aprendizado, nossa memória e as capacidades de raciocínio, resolução de problemas e tomadas de decisão. Perceber como nosso cérebro processa e como asa alterações bioquímicas que ocorrem internamente nos nossos neurônios estão associadas à aprendizagem e ao armazenamento das informações foi uma das descobertas mais importantes e quando aplicadas ao processo educativos há ganhos imensuráveis.
De acordo com o pesquisador Eric Kandel, vencedor do Prêmio Nobel de Medicina, no livro em que é co-autor "Principles of Neural Science" ([1981] 2021):
"A última fronteira das ciências biológicas é compreender as bases biológicas da consciência e dos processos mentais como agir, aprender e lembrar (...) O passo mais desafiador é unificar os processos biológicos com o estudo do comportamento – ciências da mente – e a ciência neural, a ciência do cérebro (KANDEL, 2021, p. 6, tradução nossa)."
(Fonte, Curso NeuroEducação, AVAMEC)
Considerando os atuais avanços relacionados à aplicação dos princípios da neurociência na educação, podemos afirmar que estamos em um momento ímpar em que temos a oportunidade de reconfigurar nossa prática pedagógica.
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